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Italo Moriconi (org.):
Os cem melhores contos do século XX
618 páginas
Objetiva
DM 95,--
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Die hundert besten
brasilianischen Erzählungen des 20. Jahrhunderts zusammenzustellen,
ist keine Kleinigkeit, aber auch eine faszinierende Herausforderung. Diese
Aufgabe wurde 1999 an den Dichter und Literaturkritiker Italo Moriconi von
der Universidade Estadual do Rio de Janeiro herangetragen. Dabei herausgekommen
ist eine ausgezeichnete Anthologie, die in 6 Sektionen einen Überblick
über die brasilianische Kurzgeschichte des soeben vergangenen Jahrhunderts
vermittelt, darunter erstmals eine Auswahl der besten Kurzprosa der 80er
und 90er Jahre.
In Brasilien ist die Entstehung der Kurzgeschichte eng verknüpft mit
der politischen Unabhängigkeit (1822) und dem Aufkommen der Tagespresse.
Eine neue Leserschaft verlangte eine neue Gattung - die Kurzprosa - leicht
lesbar, die sich als Feuilleton in Zeitungen und Zeitschriften publizieren
liess.
Der erste Meister der neuen Gattung war Machado de Assis (1839-1908), der
aus der Kurzgeschichte eine moderne Kunstgattung machte. Mit dem Modernismus
(1922-1945) trat die Stadt - vor allem São Paulo - in den Vordergund.
Das Goldene Zeitalter der brasilianischen Short story begann in den
Sechziger Jahren, als sich gleich mehrere Dutzend Autoren zu Wort meldeten.
Die Anthologie von Italo Moriconi bietet erstmals einen Gesamtüberblick
über diese Gattung im 20. Jahrhundert.
Albert von Brunn (Zürich)
Uma
antologia de obras-primas da ficção curta
Para Júlio Cortazar, conto é aquele texto que corre em poucas
linhas e em alta velocidade narrativa, capaz de nocautear o leitor com seu
impacto dramático concentrado. Coube ao professor Ítalo Moriconi
o desafio lançado pela Objetiva de garimpar os cem melhores textos
do gênero produzidos no Brasil ao longo do século 20. Um trabalho
que deixasse de lado os rígidos critérios acadêmicos
e fosse pautado somente pela qualidade e sabor dessas pequenas obras-primas.
Abrindo o volume, Pai contra mãe, de Machado de Assis que,
por sorte do leitor, ainda estava vivo nos primeiros anos do século
20 (morreu em 1908). A edição separou os contos por períodos
históricos, precedidos de nota introdutória apresentando os
traços mais característicos do período: os diferentes
caminhos da literatura no início do século; a
consagração do modernismo nos anos 40 e 50; os conflitos de
identidade dos anos 60; a violência da vida urbana dos anos 70; a
exploração sem censura do corpo dos anos 80; a criativa
irreverência dos anos 90.
Durante o trabalho de seleção dos contos, Ítalo Moriconi
se deparou com algumas constatações. Entre elas a de que o
Brasil produz um dos mais bem acabados contos do mundo, e que eles só
melhoram com o passar do tempo. Ainda: a partir dos anos 60, o texto curto
explodiu no País, consolidando-se nos anos 70, que entrou para a
história da literatura brasileira como a década do conto. Nos
anos 80, houve um retorno do romance. Mas é justamente nesta época,
ressalta Moriconi, que saltaram às prateleiras produções
como as de Caio Fernando Abreu e Sérgio Sant`Anna.
Para ilustrar esse instigante e rico panorama, Moriconi escalou craques:
João do Rio, Clarice Lispector, Lima Barreto,
Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade, Dinah Silveira
de Queiroz, J.J.Veiga, Rubem Fonseca, Ana C. César,
Otto Lara Resende, Fernando Sabino, Hilda Hilst, Dalton
Trevisan, Moacyr Scliar, Lygia Fagundes Telles, Victor
Giudice, João Antônio, Luiz Fernando
Veríssimo, Raduan Nassar e Nélida Piñon,
entre outros.
Ítalo Moriconi é doutor em Letras e professor de literatura
brasileira e comparada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
(informação da editora). |
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